"Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens" - Pitágoras

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Reciclagem,realmente, é o melhor negócio

http://www.racaza.com.br/monta.asp?link=noticias&qual=9


A importância da reciclagem

         Reciclar está na moda. No Rio de Janeiro, 300 pessoas trabalham nas centrais e usinas de reciclagem da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Em Niterói, adolescentes ganham R$ 80 por mês para aprender a fazer utensílios de lixo reciclado. Uma funcionária pública dá um exemplo de solidariedade ao recolher garrafas PET e latas para vender e doar o dinheiro à campanha Natal Sem Fome.

         Dona Sibele é moradora da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela implantou no condomínio dela a coleta seletiva de lixo. Sibele ensina que, para não comprometer a reciclagem, é necessário lavar com água, somente, todos os vasilhames de plástico, alumínio ou outros materiais que possam ser reaproveitados. “Restos de alimentos, por exemplo, podem comprometer todo o lixo reciclável”, explica Sibele.

         No Centro de Seleção e Reciclagem da Comlurb, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, 70 pessoas trabalham como classificadoras e selecionadoras do lixo reciclável. É para este centro que é levado todo o lixo recolhido pelo caminhão da coleta seletiva da Comlurb, que, hoje, atende a 30 bairros na cidade. “A pessoa deve separar em casa os materiais que podem ser reciclados, como garrafas inteiras, plásticos, embalagens, papel, papelão, jornais, revistas”, explica José Henrique Benito, diretor da Comlurb.

         Após a separação, os materiais recicláveis devem ser colocados em sacos plásticos, preferencialmente transparentes, e colocados na calçada no dia em que passa o caminhão da coleta seletiva. Qualquer pessoa pode se informar sobre o dia certo da passagem do caminhão no site ou no tele-atendimento da Comlurb. No Centro de Seleção e Reciclagem é realizada uma separação muito especifica, de acordo com o tipo e com a densidade de cada material reciclável.

         “Se contarmos todos os quatro centros de reciclagem, chegamos a um total de 300 cooperativados trabalhando com reciclagem de lixo, além das cooperativas de bairros e dos catadores de rua”, destaca Benito. Por mês, cerca de 420 toneladas são recolhidas pela Comlurb. “É uma produção que poderia ser aumentada se houvesse uma maior participação da população”, conclui Benito.



Lixo que vira comida

         No bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, mora a funcionária pública Rosimery Alves. Na cozinha, ela junta garrafas PET e latinhas de alumínio para poder trocar por cupons, que, depois, podem ser trocados por dinheiro. “Eu faço isso durante o ano para poder comprar alimentos para o Natal Sem Fome”, explica Rosimery. Ela junta vários tipos de garrafas plásticas recicláveis de diferentes produtos: refrigerantes, óleo, vinagre, chá gelado, detergente entre outros.
         “No primeiro ano, em 2002, quando eu comecei esse trabalho, só com a venda de matérias recicláveis, eu consegui comprar 20 quilos de macarrão. Em 2003, eu consegui 40 quilos de alimento e, em 2004, eu pude doar 95 quilos de alimentos. Minha meta é bater sempre a quantidade do ano anterior”, conta, sorrindo, Rosimery.

         Dona Ida mora em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Duas vezes por semana o caminhão da coleta seletiva da Comlurb passa pelo bairro. “Nem sempre eu espero o caminhão. Quando a minha filha segue para as barcas eu peço para ela levar o lixo reciclado”, conta Ida.

         No Largo da Batalha, também em Niterói, fica o EcoClin, da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin), a primeira estação de recolhimento de material reciclado da cidade. Lá, basta a pessoa depositar o lixo no cesto de recolhimento próprio para cada material. “O objetivo do Ecoclin é facilitar a coleta seletiva na cidade de Niterói, incentivando mais pessoas a participarem da reciclagem”, afirma José Bandeira de Melo Júnior, diretor da EcoClin.



Aprendendo a reciclar

         Muitas coisas são possíveis fazer com lixo reciclado, até móveis, como sofás e pufes, que são feitos com garrafas PET ensacadas. E para quem pensa que os móveis reciclados são frágeis, uma informação: um pufe agüenta até 120 quilos de peso. E o peso é muito acessível: entre R$ 15 e R$ 20. Outros objetos que podem ser feitos a partir do lixo são enfeites decorativos e cesta de frutas, que usam o jornal como matéria-prima.

         Todos esses móveis e objetos confeccionados a partir do lixo reciclado são produzidos por uma oficina realizada na Clin, onde os participantes são jovens de 14 a 17 anos, moradores de comunidade de baixa renda. As vantagens da oficina são várias, pois evita a poluição do meio ambiente, cria objetos que serão usados no dia-a-dia, proporciona o desenvolvimento e a inclusão social dos jovens e ainda fornece uma pequena renda com a venda dos produtos, já que cada participante da oficina recebe um auxílio de R$ 80 por mês. A conclusão não poderia ser mais óbvia: reciclar é o melhor negócio.


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